Estrito movimento noturno em Díli
No tempo da colonização portuguesa, tudo era controlado
pelo governo, os timorenses que vinham à capital de Díli, tinham que ter uma
licença e o tempo era limitado. Ninguém era permitido a se movimentar em Díli
sem autorização, a não ser que tivesse uma licença para tratar um importante
assunto e depois voltar para a sua origem e fazer as suas atividades diárias
que contribuíam para o desenvolvimento.
Depois da invasão indonésia, ficou pouco diferente:
podia-se vir a Díli visitar a família e fazer outras atividades desde que
tivesse possibilidade. Só que a maioria do povo timorense não gostava da
governação indonésia por ter violado o direito do povo timorense. Raptou os timorenses
que contrariavam o regime de Suharto que era o Presidente da República
Indonésia. Naquela altura, havia espiões que espreitavam aqueles que lutavam e
faziam atividades clandestinamente pela independência, quando eram apanhados seriam
capturados, agredidos, torturados e alguns foram assassinados. Durante 24 anos,
os timorenses lutaram para ter a sua determinação, os timorenses que eram
contra a política indonésia eram mal-tratados e discriminados e foram essas
razões que levaram o povo Maubere a expulsar o indonésio da ilha de Timor. Os timorenses
lutaram para terem a liberdade de se expressar e movimentar no seu próprio
solo, contudo os seus direitos eram bloqueados.
Atualmente, depois de Timor-Leste obter a independência,
ainda é o mesmo. O direito de circular em Díli é restrito, principalmente à
noite. Há grupos desconhecidos que gostam de esfaquear, apedrejar e lançar a
seta de ambom - em tetum é conhecido
de rama ambon - que é uma arma típica de uma região da indonésia chamada Ambon.
Os motivos desses atos criminais são a fraqueza do
sistema educativo, rancor de três artes marciais PSHT, KORKA, Kera Sakti e uma arte
ritual 77, morosidade da implementação da política descentralizada, dureza da
segurança e entre outros.
O sistema educativo que se toca aqui é pouco amplo. A educação
da família é essencial na formação da atitude e do comportamento dos filhos. Em
casa, os pais não impõem aos filhos que respeitem os seus irmãos e os próximos.
Obviamente, na escola e na sociedade, não respeitarão os outros. Portanto, o
dever dos pais seria acompanhar o progresso dos filhos tanto na educação como
nos seus comportamentos diários.
Na escola, é preciso dar priorizar a disciplina da
Educação Moral e Cidadania para que os alunos saibam os seus direitos e
deveres. É importante que conheçam os seus direitos, todavia, é preciso que
saibam também as suas obrigações para que sejam bons cidadãos respeitando os direitos
fundamentais dos seus próximos. A carga horária das disciplinas e das
atividades da escola precisam ser aumentadas. Quando existir este aumento das
atividades escolares e da carga letiva, com certeza os alunos vão estar mais ocupados,
e não desperdiçarão tanto tempo em atividades perniciosas e inúteis. Estarão
atarefados com os programas dados pela escola, irão priorizar os programas
feitos na escola, para não serem reprovados na última avaliação escolar.
Timor-Leste tem várias organizações de arte marcial,
algumas dessas organizações como PSHT, KORKA e Kera Sakti já estão proibidas
por lei para não funcionarem no território timorense devido aos atos violentos
praticados pelos seus membros. Mesmo assim, os membros dessas três organizações
ainda estão unidos para responderem com violência caso alguém do seu grupo ou
organização seja agredido, esfaqueado e assassinado. Com essas reações
violentas, exatamente, vai perturbar a
ordem pública, quase ninguém ter coragem de fazer circulação apartir das 21h,
qualquer inocentes que sejam apanhados na rua às vezes podem ser apedrezados ou
atingidos de seta. Isso normalmente acontece na zona ocidental de Díli como:
Bairopite, Fatuhada, Lurumata, Komoro, Beto, Bebonuk e Tasitolu. Enquanto, na
parte leste de Díli não é assim tão vulgar.
Descentralização é uma das políticas do governo
timorense. Com o atraso da implimentação da referida política, causa desordem
na capital do país. O desenvolvimento está mais concentrada em Díli, com a
exceção da Região
Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno (RAEOA). A maior parte do povo timorense está mais
interessado de viver em Díli, pois nos seus próprios municipios não há
condições para melhorar a sua vida. Exemplo: Campo de trabalho não está
suficiente, condições da escola e entre outros fazem com que a maior parte do
povo, principalmente os jovens interessam de vir a Díli. Em Díli, os jovens
estudantes que continuam os estudos deles nas universidades, alugam um quarto
que pode ser partilhado três até 5 pessoas, para eles o espaço do quarto embora
seja estreito, não se importam, é importante que durmam em Díli. Podemos rir, a
realidade demonstra assim. O aumento do número da população será difícil para
autoridade controlar em termos da economia e da seguransa, pois hoje em dia
quase todos os jovens timorenses estão acumulados em Díli.
O que
causa o conflito infinito em Díli, por não ter mais a pessoa originária do
bairro. Na zona ocidental de Díli, vêm pessoas de vários lugares ou municípios
timorenses, de diferentes raças e sucos. O menor nivel da educação e
compreensão, facilmente criar o desentendimento e conflito. Quando um bairro
que não acumula as pessoas de diferentes municípios, é impossível que haja
briga, pois eles todos são originários
do referido bairro, e entendem-se bem. Culturalmente é proibido de fazer briga
entre eles. Em termos biológico têm laço de parentesco e relação familiar
porque senão vai ter que sancionado conforme a cultura que existe. Normalmente
os bairros que ainda existem pessoas originárias nos dizemos bairros antigos,
pois desde antes até agora não há uma grande mistura de origem. Respeitam a decisão
de uma pessoa mais velha do bairro.
É
preciso ter um duro controlo por parte da segurança. Hoje em dia, as autoridades
competentes já criaram O Conselho de Policiamento Comunitário. Esse conselho
tem como seu principal papel, colaborar com
a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) para a diminuição do número de
crimes no território de Timor-Leste, especialmente em Díli. Com a existência
deste conselho, esperamos que se possa reduzir o número de crimes para que todo
o cidadão possa ter direito de se movimentar à noite.
Com o
acréscimo do número de desemprego, facilmente gera desordem na capital. Os
jovens que estão desempregados, em termos psicológicos são frágeis. Os jovens
são frágeis e facilmente são influenciados pelas pessoas irresponsáveis para cometerem
actos violentos. Para eles basta receber alguma quantia de dinheiro ou algumas
garrafas de bebidas alcóolicas “tua sabu” dados pelos irresponsáveis. O nosso
governo está a criar as condições, contudo alguns dos nossos jovens ainda não
têm mente aberta para aproveitar essas boas oportunidades. Exemplo: Curso
vocacional em Tibar e Bekora. Formação de língua coreana e inglesa a fim de
irem trabalhar na Coreia do Sul e Austrália.
A
intervenção da igreja na redução desse conflito é importantíssimo. Timor-Leste é
maioritariamente católico, a presença dos representantes da igreja católica
(padres, madres, irmãos e irmãs) na sociedade pode contribuir para a criação de
paz no nosso território. Os representantes da igreja, em termos da fé, são mais
respeitados e credíveis. O apoio da igreja, de uma forma mudar a mentalidade
dos seus cidadãos espiritualmente e da moral, é muito importante. A igreja tem
os seus programas para reunir os jovens de fazer algo que contribua e seja bom
para o país. A aproximação de outras comunidades religiosas existentes no nosso
país também é indispensável para a promoção da paz e harmonia na sua pátria. A
obrigação de todo o cidadão de promover a paz no seu país que não se vê pela
raça, cor partidária, organização, língua, nacionalidade e religião. Assim, que
Díli seja a verdadeira capital da paz e um
exemplo para outros municípios.
Autor:
Caetano da Costa Bobo
Contacto
telefónico: 77366240

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