Incapacidade de reconhecer as fraquezas
Uma pessoa quando sabe nadar, consegue identificar uma pessoa que não sabe nadar, como exemplo: se ela meteu a sua cabeça na água e dá pancadas na água e esta fica cheia de espuma para cima, com curta distância ela já não respira muito.
No tempo da ocupação indonésia até 2002, naquela
altura, existia um navio estragado no mar, à frente dos gondoeiros hali-hun
sira da ex-instalação da União Europeia, que era conhecido com o nome
Batalaun. Foi naquele espaço que eu e os meus primos aprendemos a saber nadar.
Um dia, eu e eles nadavamos a uma distância relativamente longa e com o mar
pouco profundo. Enquanto nadamos no mar, um adolescente nos via e pensava
que nós boiávamos no mar sem movimentar o nosso corpo, para não mostrar a
fraqueza dele, não tinha coragem de ser sincero e declarar “eu não sei nadar”,
pelo contrário, o gajo saltou-se ao mar, contudo ele não tinha passado pelo
processo como nós antes de ser capaz de nadar, significa que ele não sabia
nadar. Depois de ele saltar, começou a engolir água a respirar, uma pessoa atirou
um galão vazio com tampa fechada para que ele se segurasse. Mesmo com esse
galão, ele não queria pegar, um jovem musculoso entrou para socorrê-lo. Apesar
do musculoso ter a sensibilidade humana de ajudar o homem que quase estava
afogado, esse musculoso não tinha o conhecimento sobre como ajudar a pessoa que
não sabia nadar. Quando ele tentou ajudar a vítima, abraçou-o e fez com que ele
também não conseguisse movimentar os seus corpos para não se afogar. Para que
ele não fosse a segunda vítima, ele deu um soco à vítima para que fosse
deixado, finalmente foi salvo a vítima até à beira mar, foi tirada água que
tinha engolido e depois voltou para a sua casa.
Com base
nesta história verídica, queria relacionar com algumas experiências do nosso
quotidiano. Esta passagem da história ensina-nos várias coisas. No aspeto
profissional e político. Como um membro Governo, cujo nome fictício Jackson,
desde início, não se mostrou sincero no que diz respeito às suas habilidades, mesmo
não sendo competente, ele também aceitou e pediu para ocupar uma posição
essencial como membro do Governo. Uma das suas deficiências eram o não dominar bem
o Tétum técnico, nem Inglês, nem o Português. Depois de ficar no trono, o
público começou a saber das fraquezas dele, e o Jackson tornou-se o objeto de
riso, as fraquezas dele, e o Jackson tornou-se o objeto de riso. Tudo isso
devido ao interesse pecuniário, mesmo que sendo insultado, criticado, não se importava
com esses insultos e críticas. Até que, o público partilhou um video desse
incompetente Ministro Jackson nas redes sociais como Facebook, Tiktok e entre
outros, quando o incompetente falou errado ao público. Essa é como uma lição
para nós. Para assumir um cargo como membro do Governo, não é um cargo comum,
que qualquer um pode ocupar, é preciso aprender com muito tempo, muita
dedicação e tudo passa pelo seu processo.
Em
algumas instituições públicas que percorri, normalmente, há uma previsão
orçamental para formação dentro do País (como curso de Língua Portuguesa e
Inglesa), quase ninguém mostra interesse em participar nesta formação. Quando se
começa a espalhar a informação de que vai haver uma formação no estrangeiro,
quase todos levantam a mão sem vergonha. Deviam aproveitar as formações dentro
do país para estarem já preparados linguísticamente, e um dia se forem ao
estrangeiro já têm o bom domínio da língua, para comunicar com os formadores ou
profissionais estrangeiros. Se for ao estrangeiro sem ter um bom domínio da
língua, o que é que o formando ou visitante vai trazer para o país? Só para
gastar o dinheiro à toa. Mesmo assim, ainda têm coragem de mostrar interesse em
ir ao estrangeiro.
A taxa de
criminalidade continua a aumentar. Um caso de roubo, não está combatido, porque
tudo se quer resolver familiarmente, sem utilizar alguns artigos das leis para
condenar o criminoso. Como exemplo: Um criminoso furtou um grande montante de dinheiro
num quiosque, mas só por ter relação familiar foi resolvido familiarmente. Não
chegou a um ano, o criminoso praticou o mesmo crime, roubou um computador
portátil de um vizinho. Este é o problema que continua a ser desenvolvido no
nosso país. Isso devido à excessiva tolerância. Ninguém tem coragem e
consistência a dizer que isto está errado, a mesma coisa da corrupção.
Os
membros da Polícia e das F-FDTL, pela aparência física, podemos notar que
alguns estão carentes de exercício físico. Não sabemos se nos quartéis todos
são obrigados a fazer uma corrida de rotina para aumentar a respiração e a
resistência dos membros. Se não fazem esse tipo de exercício, estamos a violar
a filosofia da Força. Os membros da Polícia e Militares têm uma natureza
diferente, em termos de físico, em comparação com o civil. Enquanto, noutros
países, de manhã cedo, esses profissionais correm, cantam os hinos das suas
instituições, o objetivo para aumentar as suas resistências corporais e
beneficiar a sua saúde. Se houver um caso de crime, o criminoso corre para as
áreas montanhosas, será que esses profissionais conseguem perseguir e capturar
os criminosos, acho eu, vai ser difícil a capturar o referido criminoso, uma
vez que esse autor do crime quando vê que os membros da força vêm, com o medo que
tem, ele vai correr com máxima velocidade e agilidade para que não seja
apanhado.
No dia 12
de Dezembro do corrente ano, houve o debate no Parlamento Nacional relativo ao
Orçamento Geral do Estado para 2024. Nessa plenária, houve uma forte discussão
que quase gerou uma violência física. Isso foi uma lição de que, antes de
intervir é preciso recolher os dados factuais. Não tenho provas, tenho que ser
sincero a mim próprio, não vou dizer que –Ouvi dizer da fala do Sr. Michael
(nome fictício). Porque no Parlamento é um órgão legislador, para falar e criar
as leis pelo interesse e o bem desse povo, não é para contar as histórias passadas.
Nessa discussão, por receber algumas acusações por parte da Oposição, de que o
Partido X, partidarizou um assunto para o interesse nacional, ao responder essa
acusação, o senhor Primeiro-Ministro respondeu dizendo que essa deputada que
tinha dito o Partido X partidarizou uma questão para o interesse nacional era
estúpida. Mesmo assim, no dia seguinte o nosso Maun Boot, com toda humildade,
pediu desculpa pelo lançamento da palavra “estúpida” à senhora deputada.
Pessoalmente, com todo respeito, agradeço ao Chefe do Governo pelo seu gesto do
dia seguinte de pedir desculpa. Ao expressar essa palavra “desculpa” e
reconhecer as suas fragilidades, certas pessoas que têm essa capacidade, para
os arrogantes é impossível proferir essa palavra. O gesto de pedir desculpa faz
muito sentido e nos dá muitas lições, de que a humildade vai resolver muitas
coisas na nossa vida. É preciso que as novas gerações imitem esse comportamento
do Maun Boot de ser humilde, pois com a vingança não se vai
resolver nada. O Senhor Xanana é uma figura humilde e prudente, nunca disse que
– fui eu que fiz, eu que faço, etc. Na realidade foi Avô que liderou o processo
todo até Timor alcançar a Independência como o País soberano. Os arrogantes e
orgulhosos que têm tendência de empregar a primeira pessoa “eu”, contudo, a
observação é feita pelo público. Fiquei contente e elogio a intervenção do
deputado de um pequeno partido, o que ele falou, reconheceu as suas
fragilidades, disse que o erro era um desafio para desafiá-lo a aprender mais,
como uma nova geração. Ele é uma figura corajosa, sincera e humilde,
porque aceita as críticas e nunca leva para a vingança, encara a sua realidade
com coragem, sincero para si próprio, e humilha-se a receber críticas mesmo que
seja de um Deputado. Portanto neste tipo de discussão não é coisa incomum, é
normal quando se discute uma coisa para o bem comum, é importante que depois
desse debate, cada um faça uma introspecção. “Da discussão é que nasce a luz”. O
erro é humano. Se este planeta fosse perfeito, não estaríamos cá.
É
preciso ter as figuras corajosas neste país a afirmar que isto está errado,
isto não está correto.
Para que
as críticas e correções construtivas sejam aceites, é preciso aniquilar a arrogância
individual e de grupo. Se continuarmos a ter esse orgulho e arrogante
comportamento, não vai haver mudança para nós próprios e para a nação, tudo vai
marcar passo.
Depois de
ler essa experiência, as três palavras chaves são: Sinceridade, Humildade e
Coragem. Seja sincero a si próprio e aos outros. Se não sou capaz, devo
dizer que não sou capaz. Corrigir os próximos para seus bens, não é para
prejudicá-los, seja sincero aos seus próximos. Humildade, não é para rebaixar a
dignidade, pelo contrário, para ser respeitado e dignificado, como pedir
desculpa é como o dom que certas pessoas têm. Coragem, neste ponto, é preciso
ter uma pessoa que tem coragem a dizer que isto está errado, pois, humanamente,
certos indivíduos não querem ser corrigidos, na verdade, “Quem avisa, amigo é.”
Caetano da Costa Bobo
Formador de Língua Portuguesa,
Tradutor e Revisor Linguístico.
Endereço Eletrónico: dacostabobo.caetano9@gmail.com
Telemóvel: +670 7736 6240

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